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Dia dos Pais: o afeto que o tempo não apaga.
Sabe aquela piada boba que seu pai ou seu avô fazia e que você só entendeu depois de adulto? O jeito de preparar o café, a mania de arrumar a mesa ou uma frase solta que parecia sem importância. O tempo passa, mas certas marcas não somem. No próximo Dia dos Pais, o silêncio da casa vai falar alto — não com dor, mas com um tipo raro de presença. Existe um motivo pelo qual essas memórias continuam tão vivas hoje, e ele diz muito sobre quem você é. Descubra como essa herança invisível molda a sua família.
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Milton Giancoli
8/4/20262 min read
Dia dos Pais: o afeto que o tempo não apaga.
Milton Giancoli




O tempo passa rápido, mas certas marcas não somem. No próximo domingo, dia 9 de agosto, quando o calendário marcar mais um Dia dos Pais, o silêncio da casa vai falar alto para muita gente.
Não aquele silêncio desconfortável. Um silêncio bom, cheio de presença, que traz de volta o barulho do chinelo no corredor, a risada alta na mesa de domingo, os netos barulhentos, a implicância da vovó com o vovô e aqueles abraços que resolviam qualquer problema.
Para quem ainda tem o pai por perto, a data é de abraços apertados e mesa cheia. Mas para tantos outros, o domingo ganha um tom diferente.
O dia dos pais é o dia de lembrar! E lembrar, longe de ser apenas dor, é a forma mais bonita de manter vivo quem nos ensinou a caminhar.
A memória afetiva funciona como um refúgio. Basta um aroma de café recém-passado, uma música antiga daquele rádio ou aquele refrão repetido até cansar para resgatar o passado em segundos.
Pais e avôs que já partiram deixaram rastros profundos na lembrança e na rotina das famílias. Seja no jeito de segurar o garfo, na teimosia herdada, na honestidade do trabalho ou na forma de cuidar dos netos.
Os netos, ademais, guardam um capítulo especial nessa história. Para eles, a figura do avô costuma ser a versão amiga e paciente daquele mesmo homem que educou os filhos com punho firme. Fica a lembrança das brincadeiras sem pressa, das histórias inventadas ao redor da mesa e do dengo que só quem já viveu muito sabe oferecer.
Essa ponte entre gerações constrói a identidade de uma família. A harmonia familiar nasce exatamente desse fio invisível que une quem esteve aqui ontem com quem continua a caminhada hoje.
Saudade é o amor que fica depois que a pessoa vai embora. É a certeza de que a convivência valeu a pena.
Neste 9 de agosto, o Jornal Nova Tribuna convida você a olhar para trás com gratidão. Reúna a família, conte as velhas histórias mais uma vez — mesmo aquelas que todo mundo já cansou de ouvir. Sorria com as lembranças.
A melhor homenagem que podemos prestar a quem já se foi é honrar o afeto que eles deixaram plantado em nossas vidas. Um feliz e acolhedor Dia dos Pais a todos amigos.




