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A CORTINA DE FUMAÇA NA SAÚDE DE IBIÚNA E A MORDAÇA NA IMPRENSA LIVRE
A prefeitura contratou a organização social (OS) para administrar a saúde local. Com o fim desse contrato e a entrada de uma nova gestora (o Instituto Morgan), o IGATS demitiu os funcionários, mas não pagou as verbas rescisórias. Qual é a responsabilidade do Prefeito e do Município? Mesmo que a prefeitura afirme ter feito todos os repasses mensais em dia para o IGATS, a lei protege o trabalhador, obrigando o município a assumir a conta caso a empresa contratada se esquive de suas obrigações. Assim, na verdade, é o povo que paga a conta!
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Milton Giancoli
7/15/20262 min read
Milton Giancoli
O mais recente capítulo desse enredo dramático envolve a demissão de 162 trabalhadores do Hospital Municipal (HMI) pelo IGATS. Após o encerramento do contrato e a chegada do Instituto Morgan, os pais e mães de família que sustentaram o hospital nos momentos mais críticos foram sumariamente dispensados. O pior? Ficaram sem ver a cor do dinheiro de suas verbas rescisórias. O IGATS alega não ter "fluxo de caixa".
Diante do clamor e da revolta legítima, o que faz a prefeitura? Além de se esquivar diante de sua clara responsabilidade subsidiária legal pelos pagamentos, o Executivo municipal decidiu encenar um espetáculo de autopromoção nas redes sociais. Em vídeos ensaiados, tenta vender a imagem de "salvadora da pátria" enquanto centraliza a narrativa de forma quase autoritária.
O jornalista Carlos Rossini, do respeitado portal Vitrine Online, colocou o dedo na ferida ao denunciar o absoluto desrespeito com que a prefeitura trata a imprensa livre. Rossini revelou que as poucas informações reais de interesse público precisam ser "garimpadas" com enorme esforço profissional. O Executivo ignora sumariamente as solicitações formais de esclarecimento enviadas pelos veículos de comunicação locais.
Não bastasse o silêncio obstrutivo, o prefeito, em tom personalista, foi às redes sociais disparar para que a população "não confie em informações sem assinatura". Trata-se de uma tentativa vergonhosa de deslegitimar o jornalismo sério e independente, impondo um monopólio nada democrático de controle de informações.
A verdade incômoda é que o hospital mudou de mãos, mas a velha política de esconder os fatos continua a mesma. Os 162 trabalhadores demitidos exigem dignidade e o cumprimento de seus direitos líquidos e certos. Enquanto isso, a imprensa local exige o mínimo: respeito, transparência e respostas. Sem jornalismo livre, a verdade é a primeira a ser enterrada nos escombros da burocracia municipal.




A saúde pública de Ibiúna sangra, e não é de hoje.


