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ENTRE A POEIRA DA ESPERA E O PESO DO BOLSO: O DILEMA DA BUNJIRO NAKAO EM IBIÚNA

Quem depende diariamente da Bunjiro Nakao enfrenta um dilema que vai além do cansaço na pista. Entre máquinas paradas, desvios improvisados e nuvens de poeira, moradores e produtores de Ibiúna lidam com atrasos crônicos. A maior indignação, contudo, é o avanço rápido dos pórticos de pedágio automático antes da conclusão das melhorias. A sensação geral é de arcar com o custo de uma promessa que não chega. Confira nesta matéria os principais relatos da nossa comunidade sobre o descaso na rodovia.

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Milton Giancoli

9/11/20262 min read

Entre a poeira da espera e o peso No bolso: o dilema da Bunjiro Nakao em Ibiúna

Milton Giancoli

Quem precisa cruzar a Rodovia Bunjiro Nakao todos os dias conhece bem a rotina: o despertador toca mais cedo, mas o tempo parece nunca ser suficiente. O que deveria ser um trajeto habitual entre o trabalho, a escola dos filhos ou o transporte da produção agrícola transformou-se em um teste diário de paciência.

Entre máquinas na pista, desvios improvisados, frentes de pare-e-siga e a poeira que castiga os veículos, os moradores de Ibiúna e região vivem um paradoxo amargo que tem tomado conta das redes sociais.

Nos grupos comunitários e das redes sociais, o desabafo não se resume ao cansaço com os atrasos crônicos. A ferida mais exposta é o sentimento de injustiça.

Enquanto a tão sonhada duplicação avança em passos desiguais, o fantasma da cobrança do pedágio eletrônico avança em ritmo acelerado. A implantação dos pórticos automáticos da concessionária Motiva Sorocabana levanta apreensão real sobre o impacto no orçamento familiar.

Para quem mora em um bairro ou para o pequeno agricultor que transita várias vezes ao dia pela rodovia, a cobrança soa como uma taxa sobre o direito de ir e vir dentro do próprio município.

Não faltam promessas de modernidade, fluidez e segurança para o futuro. No entanto, quem está atrás do volante vive o presente. E o presente ainda é feito de buracos nas marginais, iluminação precária em trechos em obras e a sensação de que o custo da concessão chegará bem antes dos benefícios prometidos.

A comunidade não é contra o progresso nem rejeita uma rodovia moderna; o clamor que ecoa nas telas dos celulares é por respeito ao tempo do cidadão, transparência no cronograma e tarifas justas para quem depende desse asfalto para viver.

“Se isso não fosse o bastante, ainda somos obrigados a ouvir os políticos mentirosos dizerem que vão acabar com o pedágio, que sabemos que não é verdade” comentou um agricultor indignado com essa morosidade na conclusão da obra.

Outro agricultor que também estava no CEAGESP ouviu o reclamante e disparou “Vocês escolhem mal seus representantes políticos no governo, porque a Tagliassachi (Rodovia Prefeito Lívio Tagliassachi de São Roque) a nossa obra de duplicação termina no segundo semestre deste ano e está uma beleza!”.

Por essa os ibiunenses não esperavam. É ou, não é?