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TURISMO EM XEQUE: Ibiúna recebe "migalhas" enquanto São Roque leva a melhor verba!

A divulgação dos novos repasses do Governo do Estado de São Paulo para o turismo acendeu, mais uma vez, um sinal de alerta vermelho para Ibiúna. Dos R$ 276 milhões liberados para o setor no estado, o "Potencial Turístico de Ibiúna" ficou com uma fatia irrisória de R$ 600 mil. Enquanto isso, nossa vizinha e concorrente direta, São Roque, abocanhou R$ 2,5 milhões. A diferença gritante de 416% a favor de São Roque não é fruto do acaso ou de sorte; é o resultado de uma hierarquia administrativa que expõe a fragilidade da gestão estratégica em Ibiúna.

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Milton Giancoli

4/24/20262 min read

TURISMO EM XEQUE: Ibiúna recebe "migalhas" enquanto São Roque leva a melhor verba!

Milton Giancoli

A divulgação dos novos repasses do Governo do Estado de São Paulo para o turismo acendeu, mais uma vez, um sinal de alerta vermelho para Ibiúna. Dos R$ 276 milhões liberados para o setor no estado, o "Potencial Turístico de Ibiúna" ficou com uma fatia irrisória de R$ 600 mil. Enquanto isso, nossa vizinha e concorrente direta, São Roque, abocanhou R$ 2,5 milhões.

A diferença gritante de 416% a favor de São Roque não é fruto do acaso ou de sorte; é o resultado de uma hierarquia administrativa que expõe a fragilidade da gestão estratégica em Ibiúna.

O teto de vidro do "MIT"

Ibiúna hoje ostenta o título de Município de Interesse Turístico (MIT). No papel, parece um avanço, mas na prática, tornou-se um teto de vidro. O repasse de R$ 600 mil é o valor padrão para essa categoria — uma quantia que, para um município com a extensão territorial de Ibiúna, mal dá para cobrir a sinalização básica ou pequenos reparos urbanos.

Enquanto formos "Interesse Turístico", seremos tratados como amadores pelo orçamento estadual. São Roque, como Estância Turística, joga na série A. Ibiúna, apesar de ter a imensidão da Represa Itupararanga, o cinturão verde e um potencial de agroturismo inigualável, continua presa na zona de rebaixamento dos investimentos.

Onde está a gestão experiente?

O que separa Ibiúna de se tornar uma Estância Turística de verdade não é a falta de beleza natural, mas a falta de um planejamento técnico arrojado. Para subir de categoria e acessar os milhões que hoje sobram para os vizinhos, a Secretaria de Turismo não pode ser um cargo de "cortesia política". Ela exige uma gestão:

  1. Competente no Papel: Que saiba elaborar projetos técnicos que não sejam rejeitados pelos órgãos estaduais.

  2. Experiente na Articulação: Que entenda os trâmites do DADETUR e saiba "vender" a cidade para investidores privados.

  3. Visionária no Planejamento: Que entenda que o turismo não se faz apenas com festas sazonais, mas com infraestrutura, saneamento e segurança para o visitante.

A Transição Urgente

A transição de MIT para Estância é um processo rigoroso. Exige comprovação de fluxo, infraestrutura hoteleira consolidada e, acima de tudo, um Plano Diretor de Turismo que saia da gaveta. Sem uma liderança que respire gestão pública de alta performance, continuaremos assistindo São Roque revitalizar roteiros e criar novas atrações enquanto Ibiúna luta para manter o básico.

O repasse atual de R$ 600 mil é um lembrete amargo: sem competência na ponta do lápis e peso político na Secretaria, o turismo de Ibiúna continuará sendo uma promessa eterna, vivendo de sobras de um banquete que outros municípios já aprenderam a servir.

A pergunta que fica para a administração é: quando deixaremos de ser "interessantes" para nos tornarmos, finalmente, essenciais?